O episódio reúne José Kobori (economia) e Miguel Nicolelis (neurociência) para discutir IA sem romantismo. A conversa separa tecnologia real de euforia: a “bolha”, se existir, não é sobre IA funcionar ou não, e sim sobre o descompasso entre promessa e retorno.
O ponto mais sólido aparece quando o debate encosta no chão físico: data centers exigem CAPEX, energia, refrigeração, rede e cadeia de suprimentos — não existe revolução “infinita” sem gargalos.
No bloco de interface cérebro–máquina, Nicolelis freia o futurismo fácil: cérebro não é software genérico e marketing costuma correr na frente da ciência.
No fim, fica um critério prático: siga o dinheiro e os limites.