José Eli da Veiga argumenta que a economia precisa se adequar ao Antropoceno, época em que a ação humana se tornou o principal vetor de transformação da biosfera. As crises do clima, da biodiversidade, da insegurança alimentar e hídrica estão interligadas e se agravam mutuamente com as desigualdades socioeconômicas. Todas têm como pano de fundo o crescimento acelerado da produção e do consumo desde meados do século XX, resultando em uso excessivo — e desigual — de recursos naturais e na degradação dos ecossistemas. Enfrentá-las exige superar abordagens microeconômicas e incorporar determinantes institucionais e políticos às estratégias econômicas.