É a expectativa sô!

Quem lê sobre política mundial já deve ter visto uma frase que é famosa até hoje, da bem-sucedida campanha presidencial de Bill Clinton de 1992 para Presidente dos Estados Unidos, dita por seu estrategista-chefe James Carville: “É a economia!”. Ele usou essa frase como um lembrete interno para a equipe, enfatizando que a economia era o tema mais importante para os eleitores e deveria ser o foco principal de todos. Que nunca se separa economia de política.

Estamos nos inspirando nessa história, para afirmar que não se separam as expectativas dos mercados. Acrescentamos o “mineirês” para deixar mais leve e reafirmar!

O poder das expectativas sobre o mercado é constantemente subestimado, mas elas são capazes de esconder ofertas da mesma maneira que fazem brotar suínos vivos, carcaças e cortes de onde nem imaginamos.

E é tão forte que muitas vezes as pessoas duvidam das expectativas, pensando que a oferta aparecida repentinamente seja fruto de algum gargalo que dias atrás não existia. A frase mais comum é: “não é possível que isso seja só expectativas?” Pois é… mas são elas mesmo!

Analisemos o exemplo de 2024 com essa virada de preços em pleno dezembro. O que temos?

É tradição um consumo maior de carne suína nas festas de final de ano. Geralmente os preços na nossa cadeia de produção sobem com essa procura que, na maioria das vezes, supera a oferta.

E temos claramente uma linha do tempo que começa em novembro, mês comum de ser mais demandado nos 3 estados do Sul, que são responsáveis por quase 70% da suinocultura brasileira e em dezembro que é mais comum de acontecer o pico em Minas Gerais. Logo a seguir temos um mês historicamente mais fraco que é o janeiro.

Pois é, justamente aí que ficamos entre a cruz e a espada!

No final do ano temos claramente uma confiança pelo aumento de demanda das festas, em paralelo ao medo do janeiro. Quando o medo supera a confiança a oferta surge e o resultado aparece.

Foi isso que destruiu os preços sô!