Processamento de animais: prévia do IBGE do terceiro trimestre.

Os dados preliminares do IBGE, para o terceiro trimestre de 2024, permitem enxergar dinâmicas relevantes no setor de carnes e da suinocultura brasileira, adicionadas do comportamento das exportações de carnes e pela disponibilidade interna.

Processamento:

– Suínos: Crescimento de +1,74% em relação ao mesmo trimestre de 2023 e +1,05% no acumulado de 4 trimestres.

– Frangos: Avanço de +4,70% sobre o mesmo período do ano anterior e estabilidade (+0,02%) no acumulado anual.

– Bovinos: Crescimento expressivo de +14,29% no trimestre e +18,38% no acumulado de 12 meses.

Esses desempenhos refletem estabilidade na oferta de carnes suína e de frango, enquanto a de bovinos apresentou forte expansão.

Exportações (do terceiro trimestre de 2024 vs. 2023):

– Suína: +13,82% no trimestre (comparação anual).

– Frangos: +6,34% no mesmo período.

– Bovina: Impressionantes +31,36%.

Disponibilidade Interna (terceiro trimestre de 2024 vs. 2023):

– Suínos: Queda de -11,12%.

– Frangos: Redução de -9,42%.

– Bovinos: Crescimento de +9,45%.

Apesar da força das exportações de carne bovina, a disponibilidade interna permaneceu elevada, enquanto os segmentos de frango e suíno registraram redução devido à maior absorção pelo mercado externo.

Os preços ao produtor em junho de 2024 foram os menores do ano. Desde então, registrou-se o seguinte comportamento pela série de preços da SEAB-PR.

Preços (junho a outubro de 2024):

– Suínos vivos: +19,06%.

– Frango vivo: +5,51%.

– Boi gordo: +31,08%.

No atacado:

– Carcaça suína: +28,93%.

– Frango resfriado: +6,59%.

– Dianteiro bovino: +24,95%.

– Traseiro bovino: +22,24%.

No varejo:

– Pernil: +17,73%.

– Lombo: +15,59%.

– Frango resfriado: +6,56%.

– Filé mignon: +5,02%.

– Acém: +7,80%.

Como enxergamos:

O mercado de suínos apresentou alta consistente em todos os níveis (produtor, atacado e varejo), em linha com a redução da disponibilidade interna.

O segmento de frangos mostrou estagnação nos três níveis, refletindo baixa conexão com a redução da oferta interna.

A carne bovina demonstrou recuperação no produtor e no atacado, em resposta ao término da fase de baixa do ciclo pecuário, mas manteve desempenho tímido no varejo, alinhado ao aumento da disponibilidade interna.

A precificação, como observado, não segue padrões lineares, evidenciando a complexidade das dinâmicas do mercado de carne suína e seus pares.